1: Alienação e/ou conformismo
Foram 12 horas a olhar para os mesmos monitores do costume. Uma noite inteira, e mais ainda. Mais uma noite em que não se passou nada, como se quer, e como tinham sido todas as noites dessa semana.
Bom, não todas. Duas noites antes, um gato activou o alarme do armazém, o que sempre serviu como distracção por uma hora e tal. Mas tirando isso, não se passou nada. Agora estava na hora de ir para casa, gozar um dia de sono, e aproveitar as folgas merecidas.
No comboio, como era costume, ocorreu-lhe que o mundo acorda sempre a tempo de o evitar. Desta vez, não se incomodou muito com isso.
Quando chegou, a casa estava vazia. Já era hábito, também em casa a vida fazia-se ao contrário da sua. Foi dormir logo. Queria estar bem descansado no dia seguinte, para poder gozar o sábado com a companheira. Pelo menos com ela, já que o filho tinha uma festa qualquer onde ir. Ou então era outro compromisso qualquer. Já estava habituado a não saber grande coisa da vida do rapaz.
Mas tinha esperança que, pelo menos nesse domingo, conseguissem passar todos umas horas em família. Depois de quase um mês de horários desencontrados, as saudades já apertavam.
O domingo não ia chegar para as matar, claro. Mas antes pouco que nada. Como era costume.
Bom, não todas. Duas noites antes, um gato activou o alarme do armazém, o que sempre serviu como distracção por uma hora e tal. Mas tirando isso, não se passou nada. Agora estava na hora de ir para casa, gozar um dia de sono, e aproveitar as folgas merecidas.
No comboio, como era costume, ocorreu-lhe que o mundo acorda sempre a tempo de o evitar. Desta vez, não se incomodou muito com isso.
Quando chegou, a casa estava vazia. Já era hábito, também em casa a vida fazia-se ao contrário da sua. Foi dormir logo. Queria estar bem descansado no dia seguinte, para poder gozar o sábado com a companheira. Pelo menos com ela, já que o filho tinha uma festa qualquer onde ir. Ou então era outro compromisso qualquer. Já estava habituado a não saber grande coisa da vida do rapaz.
Mas tinha esperança que, pelo menos nesse domingo, conseguissem passar todos umas horas em família. Depois de quase um mês de horários desencontrados, as saudades já apertavam.
O domingo não ia chegar para as matar, claro. Mas antes pouco que nada. Como era costume.


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